quinta-feira, 2 de abril de 2020

Ninguém se importa



Se você é negra/o negro, pobre, morador de favela... Numa abordagem policial você é potencialmente culpado, talvez nem tenha direito de provar sua inocência. Cotas? Ora, cotas pra quê? Você tem as mesmas chances de entrar na universidade que um/a branco/a de classe média, se não entrou é porque não estudou, a culpa é sua, é sua família que é mal estruturada;

Se você é atropelado na rua, ninguém se importa. Afinal quem mandou andar de bicicleta durante a semana sem ciclovia? Na faixa azul dos ônibus? Teve o que mereceu!

Se você usa drogas e atiram você, dirão logo: Ora, quem mandou usar drogas? traficante! Menos um!

Se você é gay, lésbica, bissexual(...), e alguém te agride verbal ou fisicamente, você é culpado/a! É culpado/a sim, quem mandou você se contaminar por esse pecado? Isso é contra a natureza! Esta apenas pagando por isso!

Se você é travesti, transexual... se te matarem, te apedrejarem ou humilharem... Ah! quem se importa? você não merece viver em paz, afinal, você esta pervertendo a imagem de homens e mulheres. Você procurou, mereceu.

Se você usa saia curtinha, e um homem te estupra num beco escuro... Ah queridinha, você pediu, afinal quem mandou você andar com o rabo de fora? Você teve o que queria!

Se você é mulher, dona de casa, escrava do lar, e um dia porventura seu marido te dar uma bofetada... Ah, nossa! Deixa isso pra lá, a mulher tem que ser submissa! Pare de reclamar!

Você sai às ruas pra protestar, desarmado e se defende quando a polícia armada bate em você... Ah! Vândalos tem que apanhar mesmo, bota tudo atrás das grades!
Você faz greve em busca de melhores condições de trabalho? Educação de qualidade? Não tem o que fazer não? Tanta gente precisando de emprego!
Se você pára os ônibus protestando conta do aumento da passagem: Ah, esse bando de estudante vagabundo, atrapalhando minha volta pra casa, quando vê isso nem utiliza ônibus diariamente! Tudo filhinho de papai!

Eu estou descontroladamente enfurecida com você (comigo também), que sequer compreende o lado em que você se encontra, mas, que abre a boca para gritar que vivemos numa democracia! Nós não vivemos numa democracia, nós vivemos num país em que grande parte da população vive implorando um atendimento no SUS, vive morrendo nos corredores dos hospitais, vive trancafiadas em prisões (gradeadas ou não).

Vivemos num país onde milhares de pessoas passam fome todos os dias, e não tem sequer acesso a educação que o país diz universalizar. E é essa “democracia” que (re)produz e fabrica a miséria em todas as suas dimensões! Essa democracia se mantém e se reproduz em cima do preconceito, da violência. Ela se (re)produz também por conta de nossa postura política! Afinal, o que você faz para além de voto? Nós só escolhemos com qual molho seremos devorado/as. Meramente! E somos devorado/as diariamente: pela corrupção, pelos altos impostos, pelo gasto desnecessário para com esses politiqueiros de plantão!

É, eu ando totalmente enfurecida com esse bando de parasitas que teimamos em chamar de governantes, que manda bater em estudantes, que manda espancar professores, que expulsam milhares de pessoas de suas próprias casas em nome do progresso!

São também esses parasitas juntamente com uma cambada de burocratas, que ditam quem você deve ser, como e quando devemos fazer sexo ou amar, o que devemos comer, usar, comprar. E nós? Ora, nós assistimos a tudo isso de camarote, ou melhor em rede nacional. Estamos massivamente anestesiados!

Eu estou tristemente desanimada com a forma que olhamos para a vida do outro! Não é meu amigo, não é minha irmã, não é meu parente, eu não tenho nada a ver com isso!
Eu ando existencialmente farta de estar nas salas de aula e pensar: quantas dessas crianças chegarão à universidade? O que eu estou fazendo aqui? Como vou lidar sozinha com uma criança que tem o pai preso, a mãe vive obcecada pelo crack e é tratada como caso de polícia?

Não suporto mais olhar pra cara de pessoas que mensuram o progresso da sociedade a partir um beijo de novela! O que é um beijo, em meio a tanta violência que sofremos rotineiramente? O que é um beijo em meio a tantas mortes de LGBT?

Como posso sair pela cidade em paz, se em cada esquina eu vejo crianças, adolescentes, jovens e velhos/as na rua, cheirando cola, pedindo esmola, sofrendo... E sabe o que é mais triste? É que a maioria das pessoas naturaliza isso de tal forma que nem causa mais estranhamento.

Eu estou absolutamente cansada de tantas justificavas para matar, invisibilizar, marginalizar, estuprar, criminalizar e subalternizar! Eu estou cansada de suas desculpas, de suas culpas, de sua paz, de seus bons costumes, de sua religião fundamentalista, de seu emprego, de sua frieza, de sua tristeza, de nós.

Afinal, o que é que você esta fazendo aqui? O que estamos fazendo aqui?


A necropolítica como regime de governo - Instituto Humanitas ...
Foto: Fetamce


sábado, 18 de agosto de 2018


Precisando, estou por aqui...


Um dia desses aconteceu algo comigo que me fez refletir a frase “se precisar de mim, pode contar” ou “precisando estou por aqui”. Me fez pensar... Primeiro, porque é uma frase que eu costuma(va?) utilizar quando sei que alguém está passando por algo difícil, e segundo porque passei por uma situação e ouvi isso de muitas pessoas... Não se trata de julgamentos, uma vez que todas/os, (inclusive eu) já fizemos isso.


O fato é que, quando dizemos isso, há uma intenção em ajudar, sem dúvida, mas há também outras coisas envolvidas. Nas entrelinhas, é como se disséssemos, “olha eu estou aqui, tenho minha própria vida, mas caso precise, precise muito...”Na verdade, a disposição em ajudar é bem pequena, tão pequena... E no fundo estamos torcendo para que a pessoa não diga que precisa de nós, (mesmo sabendo que ela está precisando). Tudo isso para da nossa bolha confortável, afinal já temos os nossos próprios problemas... Na sociedade em que vivemos, nosso tempo é escasso, o pouco tempo que temos é usado -apressadamente- pra resolver nossas demandas e ainda assim fica sempre uma parte pra depois. Não justifica, claro. Há também uma certa dose de egoísmo, misturado com aquela vontade de não saber de tantos problemas. São tantos problemas, tanta coisa a fazer, tanto a pensar, que acabamos por nos (in)disponibilizar totalmente, mas apenas por meio de uma frase vazia.


É preciso pensar, pois...

O quanto de verdade, tem nessa frase? Ou, o quê de verdadeiro tem nela? E é preciso encararmos de frente a nossa (in)disposição em ajudar, ou seja, é preciso que pensemos: por que eu digo que quero ajudar quando na verdade, eu quero mesmo é ficar no meu canto? É evidente que queremos que a pessoa saiba que nos preocupamos com ela, mas não é uma preocupação tão grande a ponto de nos fazer sair de nós mesmos. Também queremos demonstrar empatia, ainda que saibamos que a empatia em certa medida, é seletiva. E queremos tudo isso, para dar a impressão que estamos cumprindo nosso papel de ser humano humanizado, porque isso nos faz sentir bem- mas não alegre- pois no fundo nós sabemos que estamos sendo pouco verdadeiros com a outra pessoa, mas principalmente não estamos sendo verdadeiros com nós mesmos, o que é frustrante e triste.

 Parafraseando alguém (que amo), e não lembro agora, eu quero fazer de tudo “para não envergonhar a criança que eu fui”. 

(re)nascendo.

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

FORMAÇÃO EM HOTEL CANARIUS- O QUE ISSO TEM A VER COM VOCÊ?

Como professora do Recife, venho assistindo boquiaberta a desqualificação profissional que o prefeito do Recife tem imposto a categoria, vale ressaltar, que muitas delas se alimentam da postura pouco crítica com que professoras e professores encaram sua profissão.

Sobre essa formação em Gravatá, no luxuoso Hotel Canarius, eu não consigo sequer conceber a ideia de participar de uma formação neste espaço, considerando a realidade das escolas do Recife, a nossa realidade de professor de educação básica e o descaso da Gestão Municipal acerca da questão salarial dxs professorxs!

Estamos no mês de outubro e até então, obtivemos 0,0% de reajuste do piso- indo de encontro a lei Federal que estabelece um reajuste de 7,64% retroativo a janeiro do ano de 2017;

A escola em que eu trabalho esteve desde agosto sem papel ofício- o papel é o mínimo, e ainda assim este mínimo esteve em falta. Todo material que utilizamos para fazer uma aula minimamente interessante para as/os estudantes é tirado do nosso bolso; A estrutura física das escolas do Recife é de fazer vergonha, é indigno, como posso eu ser tão contraditória com a realidade que está posta?

Fizemos greve, paralisações, atos, no intuito de cobrar, protestar contra todo o descaso que estamos cotidianamente submetidos no chão da sala de aula e até agora os resultados são mínimos!

Para a realização de formações, nós temos o Centro Paulo Freire, não vejo necessidade de -dada a nossa realidade- viajar pra Gravatá, pra fazer uma formação, apenas pra fingir que a educação em Recife é coisa de primeiro mundo e é valorizada. No "frigir dos ovos" quem ganha com esse tipo de marketing e de manobra é o PSB, e quem paga o pato o resto do ano todo somos nós e os estudantes.

Eu escutei todo tipo de justificativa de professorxs pra legitimar sua participação nesse encontro e nenhuma, nenhuma considero coerente com nossa realidade. Com tudo que esta acontecendo com nossa profissão e no país, nós precisamos compreender que nossas decisões enquanto categoria afeta a todxs.

Da mesma forma que venderam e vendem o direito à aula atividade, e reclamam de falta de tempo, vendem sua luta. São contraditórios com estudantes, com a realidade das escolas, não conseguem sequer compreender que tipo de educação esta sendo implantada no Recife (vem aí o decreto de avaliação punitiva), pois grande parte está tão voltada para seu "umbiguismo" que não conseguem ver nada além de si mesmos. Somos culpabilizados pelo fracasso escolar, somos o Messias que salva a todxs! Por que isso acontece? Olhemos nossas posturas, nosso senso crítico. Nem tudo é o PSB.

A luta é coletiva, as decisões tomadas afetam o coletivo, afetam a nossa profissão. Esse tipo de postura política (acrítica) afeta a educação que oferecemos. Que legitimidade tenho eu, para criticar uma gestão que nos afasta de todas as decisões ligadas a educação, se eu faço a mesma coisa enquanto categoria? Alguém sequer questionou porque é que não há dinheiro pra pagar o reajuste do nosso piso, mas há dinheiro pra pagar formação em Hotel de Luxo?

Ser professora e professor de escola pública é saber conjugar o verbo lutar, é entender que pequenas coisas falam por nós, e se colocar no lugar dxs estudantes, pais e principalmente entender o nosso lugar (de luta, de resistência de solidariedade) e a nossa função social enquanto professorxs, pois como bem dizia Paulo Freire "Ser professor e não lutar é uma contradição pedagógica".

Não quero chocolate, não quero formação em hotel luxuoso, quero ter material pra trabalhar, quero o cumprimento da lei do piso, quero condições estruturais para fazer um bom trabalho. Eu não me ajoelho. Eu não me vendo. 






terça-feira, 1 de dezembro de 2015

GENOCÍDIO DA JUVENTUDE NEGRA E PERIFÉRICA


Guardo uns minutos da minha noite, para pensar sobre a vida...


Hoje, eu penso naqueles jovens- pobres, negros, periféricos- que foram sumariamente executados pela polícia... Pra mim, é impossível não pensar neles, porque eu sinto, sinto tanto por eles... Imagino a felicidade que é, receber o primeiro salário, (eu já senti isso)... A sociedade só nos trata como seres humanos, depois de nos transformar em meros trabalhadores (e talvez por isso, o fato de ter um emprego gera tanta felicidade), conseguir um emprego decente, quando a sociedade só te empurra para o mundo do crime, quando ela legitima essa desigualdade de direitos e oportunidades, quando ela te ver como um preto vagabundo e favelado, quando ela afirma, que se você não está na faculdade é porque não quer... Conseguir emprego? é motivo pra comemoração.

Entende o que significava gastar o primeiro salário? A felicidade exala...

Eu posso sentir esse prazer, eu senti. Sair de carro, acompanhado de amigos, pensando na felicidade que é poder usufruir de coisas que só o o dinheiro pode proporcionar. 


Sabe? Pensar grande, ter um futuro, ajudar a família, fazer uma faculdade, ser gente, porque eu nunca fui gente pra essa sociedade. Ser gente, é ser branco, é fazer faculdade, é ter um carro... ter uma casa ampla, arejada, é nunca ser abordado pela polícia, nunca levar baculejo, nunca e jamais ser confundido com um bandido... Pra sociedade o cidadão que se encaixa nesses moldes, é do bem, os outros... Ora, que outros? "Bandido bom é bandido morto". "Tudo bandido".

Quando aqueles policiais assassinos, pararam aquele carro, eles não queriam conversar, eles queriam aniquilar, matar, destruir. E quem se importa? 

E quem os vê? Invisibilizados, marginalizados, subalternizados, mortos... A sociedade os mata cotidianamente: na escola, na rua, nos postos de saúde, nas escassas oportunidades, na favela... Ora, ora e quem se importa com essa gente? Eles tem duas opções, cadeia e cemitério... Ninguém se importa. A sociedade produz a desgraça para alimentar-se. Ela fabrica a miséria, o desemprego, a discriminação, ela nos ensina a servir docilmente a exploração... Ela sobrevive das misérias que mesmo produz. O Estado é o gestor da guerra, pura e simplesmente.

Cláudia, Amarildo... lembra? quem se importa? Quem tá preso? O que mudou?

Sonhos interrompidos, sorrisos partidos, corações tristes, frios... sem alma, sem justiça... Mas o que é a justiça? A justiça é atraída pela cor, pelo cheiro de dinheiro, pelo quanto você é importante... . Quem se importa?

Genocídio da juventude negra e pobre, polícia licenciada e institucionalizada para matar. Sabe na favela? a polícia não mata, é meramente auto de resistência.

Quem se importa? Quem se impoooooooooooooooooorta?

Eu não sou da paz.



Roberto de Souza, 16 anos, Carlos Eduardo da Silva Souza, 16, Cleiton Corrêa de Souza, 18, Wesley Castro, 20, e Wilton Esteves Domingos Junior, 20. Vítimas de mais uma chacina policial.

Jú Ferreira

sexta-feira, 3 de julho de 2015

SOBRE A REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL

É muita imbecilidade achar que um adolescente de 16 anos pensa como um adulto. Porque ninguém lembra de si, aos 16 anos?
É muito fácil punir quem não tem educação e saúde de qualidade, que sequer tem uma moradia decente, acesso a bens culturais e/ou vivem com 80 reais mensais. Afinal, quem será por eles/as?
Vocês acham mesmo que algum adolescente com dinheiro será preso? A quem esse projeto de encarceramento serve? Qual grupo será punido?
Vocês querem encarcerar, porque vocês se acham superiores a esses/as adolescentes, acham que em todas as situações elas tem opção de "vencer na vida".
Ninguém protesta ou fica indignado ao saber que o Estado nunca cumpre o estatuto da criança e do adolescente?
Seus discursos não me convence! Vão refletir sobre o que isso representa para o nosso país, antes de falar merda!
Passam o dia assistindo a globo, e acha que tem conteúdo! Usem o google acadêmico e pesquiseeem, ou melhor, passem um dia em uma escola da periferia.

Você não pensa na criança negra da periferia, você só pensa na sua segurança e no seu conforto.
Você não sabe o que é ouvir de uma criança de 5 anos que o sonho dela, é ter uma casa cheia de comida!
Você não sabe o que é olhar pra uma sala de aula, com o coração sangrando e pensar: qual futuro que essas crianças terão!? E torcer que a vida lhes seja doce...
Se você não trabalha com crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade, você não tem legitimidade pra achar nada.
Eu digo NÃO a redução da maioridade penal.
Não pelos meus filhos, mas pelas crianças e adolescentes com as quais trabalho.



terça-feira, 9 de junho de 2015


ALGUMAS REFLEXÕES



As pessoas falando em cristofobia, é muito surreal...
Só posso pensar, que é muito desconhecimento. Vejo que, grande parte dos cristãos é que acham que ateus, ateias LGBTs (...), são a encarnação do demônio (no mínimo). A forma que encaram as pessoas, achando que todxs devem se encaixar dentro de uma religião cristã, é que é questionada pela sociedade, além do fato de analisarem a vida das pessoas a partir de uma bíblia. Mas, aqui no Brasil, não conheço ninguém que morreu, ou foi proibido de entrar em algum lugar, por ser cristão. Até a escola que deveria ser laica, vocês desrespeitam, impondo ao mundo o deus de vcs! Agora, quantos foram mortos em nome desse deus e dessa bíblia?

É por essa e tantas outras, que detesto religião!
Sinceramente? Eu jamais me entregarei a uma religião, que acha que o mundo deve ser catequizado e uniformizado, que desrespeita a diversidade religiosa, ou a falta de uma religião.
O deus, que vocês pintam, eu quero beeem longe da minha vida, e vocês, fundamentalistas, igualmente.

Afirmo que, analisando o discurso de algumas pessoas que acreditam piamente que vão pro céu, re-invento o meu: eu não quero ir pro céu, pq eu não suportaria estar ao lado de gente tão egoísta, hipócrita e desumana.


sábado, 12 de janeiro de 2013

VIDA E MORTE

A única certeza na vida é a morte...

Esses dias pude sentir isso bem de perto... O quanto somos frágeis diante do mundo, das pessoas. A única coisa que fica? são as lembranças, os sorrisos, esses ficam eternizados na memória das pessoas que mais amamos.

É estranho pensar nessas coisas de modo tão efetivo, mas está sendo assim meus dias. Carregados de tristeza, desprovidos das alegrias bobas do dia a dia... Sem sombra de dúvida, essas estão sendo as piores férias da minha vida(até hoje)... Eu tinha tantos planos pra me divertir, tantas expectativas para meu TCC, mas não consigo materializar nada!

Por outro lado, fico aqui sem entender, porque a morte e a história de pessoas "apenas" conhecidas me toca e me sensibiliza tanto? Por que estou sempre refletindo sobre outras realidades? Por que não consigo seguir minha vida "normalmente", ou furtivamente como a maioria das outras pessoas o fazem? Por que esses abalos sísmicos no meu coração e na minha vida?

No momento, o pior de tudo é a insônia, o medo, as lembranças... Por uns dias gostaria de esvaziar todos os meus pensamentos.


Talvez eu só esteja vendo a vida de um outro ângulo... e esse ângulo é bastante doloroso.