sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Educação e Heteronormatividade: Alguns apontamentos


É preciso discutir e problematizar os parâmetros de orientação sexual massivamente trabalhados nas escolas públicas e exposto nos livros didáticos. Sabemos que a sociedade através das instituições, de  seus discursos, e pela falta de políticas públicas mais efetivas para a diversidade sexual, acaba por impor a invisibilidade a determinados grupos, além de criar tensões e conflitos na medida em que coloca a heterossexualidade como modelo único de sexualidade normal.  

Em vista disso, a escola juntamente com os seus “aparatos” pedagógicos acaba por favorecer um grupo em detrimento de outros, ao mesmo tempo em que cria hierarquias e inferiorizações, que vão sendo acriticamente naturalizados dentro e fora das escolas. É necessário problematizar em que medida e quais grupos estão sendo favorecidos ao mesmo tempo em que outros vão sendo cotidianamente invisibilizados e subalternizados, e ainda: é necessário refletir quais os avanços da temática da diversidade sexual nas escolas e na sociedade.

Só a partir desses questionamentos que vão sendo desmontados acima é possível avaliarmos as fôrmas que a escola utiliza, e ainda como ela se estrutura a fim de criar um único modelo de sexualidade, bem como que tipo de educação vem sendo ofertada às classes populares, já que a partir da concepção de sexualidade podemos entender qual o sentido da educação.

É preciso acima de tudo respeitar as especificidades do outro. Diferenças não devem ser uniformizadas!
Não é papel da educação nem do educador, formatar, condicionar e estruturar o outro aos moldes de uma matriz heterossexual, é preciso educar na perspectiva da diferença. 



Será que eu sou o que penso que sou?

Dúvidas, dúvidas...

As vezes me questiono... O que realmente sou? Até que ponto estou sendo autenticamente eu mesma? Será que nascemos com algum tipo de "herança" que nos diferencia, ou será que nos construímos a partir daquilo que vivenciamos? ou ambos?

Pra mim, uma das questões mais difíceis de ser finalizada é esta: Quem sou eu.Primeiro porque abomino a ideia de ser encaixada, definida, esteriotipada. Não sou um molde, não faço uso destes. Segundo porque o ser humano em geral é cheio de fases, de rostos, de complexidades. Assim, definir-me seria correr riscos? seria desperdício? seria me dar o luxo de ser contraditória comigo mesma? e mais...



Sou o avesso, a reticência, sou aquilo que você olha e não vê. Sou antes de tudo uma inconformada, uma desestruturada... Talvez você me definisse pelo verbo eu sinto, ou, eu resisto!  Talvez eu seja apenas alguém que se perdeu, ou que se achou. O que sou eu? Um mero grão? não! talvez uma pedra, que luta para não ser levada, e isso porque eu não quero ser levada, não quero ser ovelha, não gosto daquelxs que seguem, que se moldam. Odeio xs satisfeitxs, xs omissxs! Amo xs rebeldes, xs que resistem, xs que não creem no inevitável, xs loucxs!




Eu? eu mudo a cada dia! Se amanhã eu me fizer essa mesma pergunta, já responderei de forma diferente... Eu me permito mudar a cada dia. Em outro momento talvez eu até arriscasse uma definição, mas hoje? hoje não! Agora eu sou isso, ou aquilo, ou ambos! E me basta!