Educação e Heteronormatividade: Alguns apontamentos
É preciso discutir e problematizar os parâmetros de orientação
sexual massivamente trabalhados nas escolas públicas e exposto nos livros didáticos. Sabemos que a sociedade através das
instituições, de seus discursos, e pela falta de políticas públicas mais efetivas para a
diversidade sexual, acaba por impor a invisibilidade a determinados grupos, além de criar tensões e
conflitos na medida em que coloca a heterossexualidade como modelo único de
sexualidade normal.
Em vista disso, a
escola juntamente com os seus “aparatos” pedagógicos acaba por favorecer
um grupo em detrimento de outros, ao mesmo tempo em que cria hierarquias e inferiorizações, que vão sendo acriticamente naturalizados dentro e fora das escolas. É necessário problematizar em que
medida e quais grupos estão sendo favorecidos ao mesmo tempo em que outros vão
sendo cotidianamente invisibilizados e subalternizados, e ainda: é necessário refletir quais os
avanços da temática da diversidade sexual nas escolas e na sociedade.
Só a partir desses questionamentos que vão sendo
desmontados acima é possível avaliarmos as fôrmas que a
escola utiliza, e ainda como ela se estrutura a fim de criar um único modelo de
sexualidade, bem como que tipo de educação vem sendo ofertada às classes
populares, já que a partir da concepção de sexualidade podemos entender qual o sentido da educação.
É preciso acima de tudo respeitar as especificidades do outro. Diferenças não devem ser uniformizadas!
Não é papel da educação nem do educador, formatar, condicionar
e estruturar o outro aos moldes de uma matriz heterossexual, é preciso educar na perspectiva da diferença.

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